domingo, 25 de maio de 2008

Como será o futuro do aprendizado?

Talvez seja a pergunta que milhares de estudiosos, profissionais da área, e alunos gostariam de ter a resposta.

Como me encaixo em no mínimo dois destes grupos acima (profissional e aluno) vou tentar passar uma visão particular sobre o tema para podermos refletir juntos.

Creio que este futuro passa por três pontos fundamentais:
Terá que ser Simples, Informal e Móvel.

Simples:

Novos equipamentos, computadores, ou dispositivos portáteis surgem a cada dia trazem como grande benefício o acesso a conteúdo e cada dia mais integrado com o cotidiano das pessoas. Isso torna o aprendizado cada vez mais natural, pois não nos sentimos o antigo isolamentos em que o aprendizado tira dia e horas determinados para acontecer, ou seja, a hora da aula.


Informal:

Até hoje ainda temos fortes resquícios do modelo ainda tradicional de aprendizagem onde existia um mestre à frente e do outro lado um grupo de estudantes ávidos por suas explicações.

Esse é não é um modelo novo, pois se pegamos uma imagem como essa no ano 330 a.C. em Atenas provavelmente nos encontraríamos com Platão em suas pregações filosóficas.
Hoje o aprendizado acontece de varias maneiras, e por diversos canais ¨não convencionais¨ e a todo o momento.
É a maneira mais natural de aprendermos, e com certeza a menos estruturada, o desafio é buscar estruturação para isso, formas de captar e compartilhar esse conhecimento, seja através de blogs, Wikis, vídeos, criando ambientes onde as pessoas se sintam a vontade para colaborar e interagir.

Hoje já temos diversos videogames como Wii, Playstation que possuem jogos de aprendizagem inclusive com colaboração.

BIG Brain Academy WII - Acessa http://us.wii.com/viewer_bba.jsp?vid=1
















Mobilidade:

Como falamos no item anterior, antigamente o aprendizado se dava em um lugar determinado que era a sala de aula, e ainda é esse o modelo se considerarmos muitas de nossas escolas de hoje.

Hoje o aprendizado esta dentro do dia-a-dia, podemos aprender no local de trabalho em casa, com amigos ou em um transporte público. Através de notebooks ou novos dispositivos portáteis como PDA´s, IPOD, Blackberry´s é possível baixar informação, consultar e aprender no momento exato que você precisar. Para isso mobilidade é fundamental.

Sobre esses elementos adiciono uma tarefa de criarmos espaços onde as pessoas possam se encontram e trocar suas experiências sobre temas em comum. Agregando essas pessoas teremos um grande ambiente de troca de conhecimento motivado pelo interesse, fator fundamental para a aprendizagem.

E você, se arrisca a dar um palpite sobre o futuro da aprendizagem?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Second Life morreu?

SL é um jogo online multi-jogador de aceso libre, construído num mundo virtual 3-D e em propriedade de seus residentes, que podem construir e animar objetos interativos. SL é suportado por uma empresa de San Francisco (EUA), Linden Labs, com um modelo de negócio baseado no aluguel de terras (mais de US$1 milhão/mensal) , comissões sobre transações de US$-L$ (dólares para Lindens, moeda de SL), e assinatura mensal de alguns residentes. Tem 13,5 milhões de habitantes, más só 350 mil conetaram-se nos últimos 10 dias. No SL há transações diárias por mais de meio milhão de dólares (o equivalente em L$), foram criados mais de 15 mil objetos e 300 mil são comprados e vendidos por mês em mais de 10 mil negócios lucrativos. Os "Top Ten" Entrepreneurs ganham US$ 200 mil/ano de beneficios e The Economist fez uma valorização econômica (PIB) de US$ 60 milhões .

Um passeio por Second Life:


Os mesmos jornais tradicionais que antes só faziam comentários positivos de SL, agora o questionam dizendo que só foi uma moda passageira. A realidade geralmente não é nem o exagero inicial nem a desolação final, e com o SL não será diferente. O tratamento dos fenômenos da Internet na imprensa não é diferente do tratamento das estrelas "cadentes" da televisão.

Enrique Dans em seu blog fala ao respeito, lembrando objetivamente que o SL continua crescendo e muito (habitantes, transações, terras, etc.), além daquelas empresas pioneiras que desenvolveram sua presença em SL sem um plano específico e sem saber exatamente o que gostariam de obter com aquilo suposto marketing viral (as "fashion victims").

Mas, em seu post Enrique também cita mais um artigo da Business Week sobre SL, e comenta casos interessantes mais além do marketing e da Web 2.0. As empresas Sun, IBM, Cisco, Xerox, Sage conectaram a suas Intranets corporativas com os mundos virtuais e estimularam o tele-trabalho, desenvolveram processos de integração dos novos funcionários, reuniões virtuais entre colegas de países distintos, eventos internos, relações com clientes e conseguiram reduzir diversos custos.

Encontrei um vídeo muito interessante que apresenta muito bem os potenciais usos educativos de SL:



Ainda não explorou SL? Sem dúvida você deveria experimentar para tentar traçar a estratégia com que sua empresa vai participar no ciberespaço.

P.S.: aqui vai outra referência sobre possíveis modelos futuros..

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Inovação e Amazon Kindle


Faz algum tempo que tenho especial interesse em inovação, e hoje li uma entrevista da Revista Business Week com Jeff Bezos (CEO de Amazon) de que gostei muito.

Ele explica que não há um momento para a inovação e que ela deve ser feita nas boas e nas más horas, pensando a longo prazo. Destaca a importância de combinar inovação com as necessidades do cliente e como as empresas geralmente são "centradas no que sabem fazer" e não "no que o cliente precisa". Ela faz a diferenciação entre inovação de grão fino: melhoras em processos e coisas do dia-a-dia, para obter eficiência ou economia, e de grande escala: seus Web Services, o programa prime ou a última novidade: Kindle.

Li pela primeira vez sobre o Kindle no web site da Amazon há alguns meses, no final de 2007. Trata-se do primeiro produto Hardware da Amazon, um dispositivo wireless (sem cabos) para ler conteúdos digitais (livros, revistas, jornais, blogs, etc). Além de ser muito amigável para o uso, não precisa de um computador para descarregar os conteúdos; ele acessa a rede celular (3G). Apesar de existirem conteúdos gratuitos, o modelo é comprar por meio do aparelho diretamente na Amazon online.



Infelizmente o serviço ainda está disponível somente nos EUA, mas sem dúvida as companhias de telefonia celular comercializarão o produto mais adiante. O preço ainda considero caro: US$ 399,00 e, em minha opinião, ainda que tenha finalidades diferentes, vai competir com o IPhone, outro Gadget de última geração, e com os Laptops ultra-portáveis de baixo custo, como o ASUS eeePC.

Não é difícil encontrar a convergência com o e-learning, e alguns players do setor já consideram sua aplicação no âmbito corporativo.

O que você vai comprar? Por um tempo nenhum deles, mas tem que estar pronto para tomar a decisão com menos impulsividade.. ;-)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Como escolher um curso de idiomas – Parte II

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Dicas

Falar português em aula é proibido?


- A língua materna do aluno, sobretudo nos níveis iniciais, pode ser usada como forma de instrução, até mesmo para diminuir a ansiedade natural de aprender um outro idioma. Esta é uma disciplina diferente, por envolver uma sensação de estranhamento e uma dificuldade inicial que os outros conteúdos escolares não oferecem. O bom professor é aquele que consegue dosar bem o uso da língua materna, incentivando o estudante a substituí-la aos poucos pelas novas estruturas e pelo novo vocabulário.


- Um curso que desde o primeiro instante use apenas a língua estrangeira pode provocar uma sensação de frustração no aluno, que irá associar o estranhamento natural do aprendizado a uma incapacidade sua de compreender ou se comunicar em outro idioma.


Número de alunos


- Aulas em grupo são vantajosas para os mais jovens. Não só pela interação e pelo dinamismo, mas também por diminuírem o custo do curso, que, se fosse individual, seria bem mais elevado.


- Salas de aula muito cheias, contudo, tornam o ensino menos eficaz, tanto pelo pouco tempo de atenção que o professor pode destinar a cada um quanto pela dificuldade que um grupo grande de estudantes oferece ao aprendizado de uma disciplina intimamente ligada à comunicação.


- Turmas com cinco a oito alunos são, em geral, as mais produtivas. Doze alunos por sala deve ser o máximo aceitável em turmas de adultos. Dez é o limite para grupos de crianças e adolescentes.


Instalações


- A disponibilidade de equipamentos de som e vídeo em sala de aula, ou mesmo em um outro ambiente da escola, mostra que o curso se preocupa em oferecer ao professor condições de trabalhar com diferentes materiais e mídias. Assim, o aluno terá uma diversidade maior de atividades pedagógicas.


- No caso de crianças que ainda não estejam em idade escolar, é desejável que a escola ofereça salas compatíveis com suas necessidades - e, vale salientar, profissionais capacitados para o ensino de alunos dessa faixa etária.


- Quanto maior a exposição do aluno a um material desenvolvido originalmente em língua estrangeira e que seja, de algum modo, significativo para ele, maior será seu interesse pelos estudos e mais rápido o desenvolvimento de suas habilidades - ler, escrever, compreender e falar. Valorize os cursos que tenham biblioteca e videoteca à disposição dos alunos e questione se esse material será efetivamente usado em sala de aula.


Internet e multimídia


- O computador pode ser bastante producente para o aluno. Verifique, porém, se as salas de informática são efetivamente freqüentadas e de que forma o acesso à Internet ou o uso de CD-ROMs de ensino de línguas é conduzido. O computador é um instrumento válido para a aprendizagem de línguas estrangeiras apenas se aplicado em situações que envolvem a interatividade e desenvolvem a criatividade do aluno no idioma. Muitos programas limitam-se a reproduzir na tela do computador o que o aluno poderia fazer usando papel e caneta.


- Usar o tempo de aula para dar acesso aos alunos à Internet é um desperdício se não houver uma intenção pedagógica no uso da rede, seja visitando sites específicos de ensino de idiomas ou navegando para cumprir tarefas planejadas pelo professor.


Na própria escola (para estudantes)


- Há colégios que oferecem convênios com um curso de idiomas que ministra as aulas dentro da própria escola. Você terá vantagens, como reduzir os gastos e o transtorno com o transporte.


- Unir as duas atividades no mesmo lugar pode funcionar bem se a escola dispuser de um espaço especialmente preparado para o ensino de línguas. Verifique o número de alunos por turma, a qualificação dos professores e, principalmente, como será feita a divisão dos grupos - por faixa etária, por série ou por competência na língua. No caso de crianças, as diferenças de idade e de conhecimento podem ser inibidoras para um bom desempenho dos mais jovens.


- Analise se não será mais interessante para a criança ou para o adolescente freqüentar o curso em outro local, com a possibilidade de fazer novas amizades e estar em um ambiente diferente.

É possível aprender com um iPod?

O iPod, com mais de 100 milhões de unidades vendidas, é a maravilha que toda empresa gostaria de inventar. As pessoas gostam de ouvir música e hoje muitos só fazem isso por meio de um iPod (seja qual for seu modelo). No entanto, é possível aprender com um iPod?

Flickr: ,, { ipod's Laundry } ,,
Sem querer entrar em uma discussão filosófica, acredito que podemos concordar em que aprender é adquirir conhecimento por meio do estudo ou da experiência.

Algumas universidades dos EUA deram os primeiros passos neste caminho, fornecendo aos alunos um iPod ao qual poderão transferir podcasts das aulas por meio de assinaturas do iTunes University Program, uma iniciativa muito avançada de "mobile learning".

Além da iTunesU, existem muitos portais/sites dos quais podem ser baixados podcasts de todos os tipos. O LearnOutLoud é um deles, com podcasts e audio-books sobre negócios, ciências, política, literatura, entre outros. Mas, voltando à nossa definição de aprendizado e mantendo-nos no escopo do e-learning, deparei-me na Online Educational Database com as "100 maneiras de usar seu iPod para aprender e estudar melhor".

Minha intenção não é lhe vender um iPod, não conseguiria competir com o Steve Jobs. Na verdade, todas as ações ali citadas podem ser feitas tendo um software para manter assinaturas (Feed RSS) e qualquer reprodutor de MP3, para não ficar preso ao computador.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Como escolher um curso de idiomas – Parte I

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É muito comum que amigos, clientes e conhecidos me perguntem quais são os melhores cursos de idiomas no Brasil. Na verdade, melhor do que recomendar é esclarecer quais são os pontos fundamentais a serem considerados no momento de escolher um bom curso.

Apesar de não considerar nem o e-learning nem as aulas particulares, um artigo do professor gaúcho Robertson Barros que se propõe a ser um "guia para ajudá-lo a selecionar a melhor opção entre as escolas de língua estrangeira" pareceu-me muito interessante e tomo a liberdade de sintetizá-lo e complementá-lo aqui.



Como escolher um curso de idiomas – Parte I

O custo não deve ser fator preponderante. [...] Identifique as escolas nas proximidades de casa e comece as visitas. Considere sempre o desempenho de alunos formados por determinado curso de línguas. [... ]Com uma lista menor em mãos, torna-se mais fácil a análise dos demais fatores importantes: a qualificação dos professores, o material didático, o número de alunos por turma, a estrutura do curso de idiomas e os recursos disponíveis aos alunos.

Por onde começar...

Considere, antes de tudo, os três fatores abaixo:

- Descarte os cursos que prometem maravilhas, como a aprendizagem do idioma em um ano. O estudo de uma língua estrangeira é um processo gradual, que requer continuidade e nunca termina [...]. Quem aprendeu um idioma e deixou de praticá-lo sabe bem que as habilidades se perdem com o passar do tempo.

- Desconfie das escolas preocupadas mais em apresentar a estrutura física do que explicar seu projeto pedagógico e sua metodologia. Não há sala de informática perfeita ou sala de espera ricamente decorada que faça [alguém] aprender melhor do que um bom professor, apoiado por projeto educacional e material didático igualmente de qualidade.

- Evite os cursos que insistirem no pagamento do valor integral das mensalidades logo no primeiro mês - a não ser que se trate de uma instituição conhecida e de tradição. Prefira o parcelamento. Caso [não se satisfaça] com o andamento das aulas, trancar a matrícula será menos problemático.

Professores

- Os cursos livres de idiomas (assim chamados por não terem um currículo mínimo ou disciplinas exigidos por lei) não são obrigados a contratar professores graduados em Letras. Profissionais com formação universitária em outras áreas, e até mesmo sem qualquer diploma de curso superior, podem trabalhar.

- A maioria das escolas aproveita essa liberdade para contratar, como instrutores, pessoal sem formação específica em ensino e aprendizagem de idiomas, num esforço para baratear custos. Verifique o currículo daquele que será o professor da turma de seu filho.

- A graduação em Letras é o mais indicado, mas há bons profissionais no mercado vindos de outras áreas. No entanto, a realização de um curso complementar (de especialização ou a participação em congressos e seminários) em ensino de idiomas é essencial, o que denota interesse na busca constante de aperfeiçoamento. O treinamento inicial oferecido pelas próprias escolas não é suficiente. Muitas instituições costumam tentar atrair alunos alegando que seus professores tiveram vivência no Exterior ou que são falantes nativos da língua que ensinam. Mas tenha cuidado: isso pode indicar que o profissional é um falante competente naquele idioma, mas não necessariamente que ele sabe ensiná-lo para alunos daqui. Se fosse assim, qualquer brasileiro ou mesmo um estrangeiro que tivesse vivido alguns anos no Brasil seriam bons professores de português, o que não é verdade.

- É muito mais provável que um professor brasileiro, que teve que aprender no Brasil aquela língua estrangeira e passou pelas mesmas dificuldades de seus alunos, saiba conduzir melhor o processo de aprendizagem do idioma do que alguém que não seguiu o mesmo caminho para compreender a língua.

- A vivência no Exterior não deve ser mais importante no currículo do professor de idiomas do que a formação específica para o ensino de línguas estrangeiras, seja o curso superior de Letras ou complementares.

Material didático

- Muitas escolas, sobretudo as franquias, anunciam uma metodologia própria de ensino, característica que você deve observar bem. O investimento em um método exclusivo torna-se, muitas vezes, um entrave para que a escola promova modificações ou modernizações, já que os custos de elaboração e impressão do material didático tornam-se elevados e podem inibir futuras alterações substanciais. Essas escolas também costumam ser mais rígidas em relação ao uso de materiais suplementares por parte dos professores e, não raro, até mesmo as aulas são mais padronizadas se comparadas às de outras instituições. As grandes franquias são pensadas para funcionar nas mais diversas regiões do país, enquanto escolas locais buscam, em geral, adaptar-se ao ambiente dos alunos.

- Línguas como o inglês e o espanhol, bastante estudadas e pesquisadas em todo o mundo, têm sempre novos lançamentos em material didático, mais modernos e bem elaborados. É mais vantajoso optar por uma escola que adote livros de editoras e autores renomados, uma vez que, por conta disso, se tem mais liberdade para mudar de metodologia ou de material caso seja necessário. Conheça o método e os recursos oferecidos Ao visitar a escola, descubra um detalhe importante sobre o método de ensino.

Em alguns cursos, o professor fala somente no idioma estrangeiro, desde o primeiro dia de aula, o que pode acabar intimidando ou desestimulando alguns estudantes. O número de alunos por turma é importante: entre cinco e oito por sala é o ideal.

sexta-feira, 28 de março de 2008

High Impact Learning: a segunda via

Flickr: Turimetta Rushing - Desat. Cat. 3 wave index
O HIL é um modelo desenvolvido nos anos 80 por Robert O. Brinkerhoff que pode ser aplicado em diversas organizações. Desde aquelas que não implantaram o modelo clássico de gestão por competências (GxC), e não querem investir 1 ou 2 anos neste processo, até aquelas que possuem o modelo GxC, mas gostariam de lhe dar mais visibilidade ou vencer alguns preconceitos (falta de vínculo direito do modelo com o negócio).

Para tentar explicar o HIL de uma maneira resumida, partimos do modelo clássico de GxC, onde temos:
1) Estratégia
2) Organização
3) Medição do gap dos perfis de competências (técnicas e atitudinais)
4) Plano de desenvolvimento individual (PDI), com ações de desenvolvimento

As duas questões mais discutidas de GxC são: o longo caminho para desenvolvimento e implantação do modelo, e a longa distância entre a estratégia e o Plano de Desenvolvimento Individual. O modelo de GxC identifica perfis profissionais e competências associadas, e mede o gap entre a situação real do funcionário e aquela que a empresa considera adequada para o cargo. Para o desenvolvimento de carreira profissional é um modelo muito aceito e acho que podemos concordar em que há melhoras paulatinas do desempenho, mas...
- como o medimos?
- os tempos resultam adequados às necessidades e mudanças das organizações de hoje?
- No processo de venda, por exemplo, qual é o percentual de cada competência que se aplica a cada fase do processo? Fica claro que para fazer o contato inicial de venda são necessárias habilidades muito diferentes daquelas que são importantes para escrever uma proposta, argumentar ou fechar um negócio.

O HIL é aplicável a uma ação crítica ou processo, identificando o gap específico e vinculando isto a uma ação de treinamento específica. É o gestor de cada colaborador que deverá identificar o gap pessoal (mapa de impacto) e ajudar o consultor a identificar as competências associadas e os possíveis treinamentos (e-learning, rapid-learning, aulas presenciais, coaching, menthoring, success case, etc.). Os resultados podem ser avaliados de maneira objetiva e em curto prazo e o colaborador visualiza com mais clareza o objetivo do treinamento. Todo o processo pode ser estruturado em suportes tecnológicos (Talent Management Systems).

Assim, o HIL é um by-pass, uma maneira rápida de vincular Estratégia e PDI (1 e 4), e melhora a visibilidade que a direção, os departamentos e os funcionários possuem do impacto que um treinamento específico terá no desempenho pessoal. Não é preciso que isto se desenvolva simultaneamente em toda a companhia. Muitas empresas testam o HIL em uma área específica e posteriormente implantam o modelo de forma gradual no resto das áreas críticas da organização. O modelo HIL é evolutivo e não se centra na tentativa de identificação instantânea dos elementos a serem melhorados, e sim em gerar feed-back e melhora contínua.

O HIL aplica muito senso comum e é, no mínimo, prático porque apresenta vantagens claras para necessidades críticas de aprendizagem. Se você quiser mais informações e conhecer como são feitos mapas de impacto no negócio e mapas pessoais, além de saber quais são as interações de treinamento, apoio à produtividade, avaliações, etc., sugiro como referência os dois livros de Brinkerhoff: "High Impact Learning" e "The Success Case Method".